Privacidade em capturas de ecrã

Esconder dados privados numa captura de ecrã: o desfoque não chega

Resposta rápida: tape a parte privada com uma caixa sólida e totalmente opaca e guarde o resultado como um ficheiro novo. O desfoque, a pixelização e os marcadores semitransparentes deixam vestígios do que está por baixo, e alguns podem ser revertidos. Abra a ferramenta de ocultação, indique a zona, verifique o resultado e partilhe apenas essa cópia. Funciona no seu navegador; a captura não é enviada para a Refentra.

Ocultar permanentemente áreas de uma imagem

Os ficheiros são processados localmente.

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Porque é que o desfoque e a pixelização não são seguros

Desfocar e pixelizar não removem informação: misturam-na. A mistura segue uma regra fixa, pelo que, em textos curtos (um número, um nome, uma palavra-passe), por vezes é possível voltar a calcular o original. Investigadores de segurança publicaram ferramentas como a Depix, que reconstroem texto a partir de capturas pixelizadas quando se conhecem o tipo de letra e o método. Um desfoque leve não é melhor: só parece seguro à vista.

Dois cartões de captura de ecrã lado a lado. À esquerda, duas linhas de texto desfocadas e assinaladas com uma cruz vermelha. À direita, as mesmas linhas tapadas por uma barra preta sólida e assinaladas com um visto verde.
Esquerda: o texto desfocado mantém a forma do que lá estava. Direita: uma caixa sólida substitui os píxeis.
Formas habituais de esconder informação e o que deixam para trás
Desfocar ou pixelizar
Por vezes o original pode ser reconstruído. Só para coisas sem importância.
Marcador ou caixa semitransparente
Os píxeis por baixo continuam lá, apenas mais escuros.
Forma preta adicionada como camada
Só é segura se as camadas forem unidas. Um ficheiro com camadas ou um PDF pode guardar o texto por baixo.
Recortar
Parece definitivo, mas em 2023 descobriu-se que a ferramenta Markup dos Pixel e a Ferramenta de Recorte do Windows deixavam partes da imagem recortada dentro do ficheiro guardado (aCropalypse). Ambas foram corrigidas por atualizações.
Caixa opaca gravada nos píxeis de um ficheiro novo
Os píxeis escondidos já não existem na cópia que partilha. É o que faz a ferramenta abaixo.

Fontes: Depix no GitHub e aCropalypse na Wikipédia (em inglês), consultadas a 5 de outubro de 2026. A Refentra não tem qualquer ligação a estes projetos.

Como tapar dados privados em cinco passos

  1. Guarde o original e decida o que tem de desaparecer. Casos típicos: nomes, e-mails, telefones, moradas, números de conta, de encomenda ou de seguimento, IBAN, NIF, chaves de API e tokens, códigos QR e de barras, rostos, matrículas, separadores do navegador, notificações e a barra de endereço.
  2. Descubra as coordenadas em píxeis. A ferramenta pede esquerda (X), topo (Y), largura e altura em píxeis. Abra a captura num programa que mostre a posição do cursor (o Paint, no Windows, mostra-a na barra de estado), anote o canto superior esquerdo e o tamanho da zona e some cerca de 10 px de margem de cada lado. As hastes das letras (g, j, y) cortam-se com facilidade.
  3. Abra a ferramenta de ocultação e escolha a captura. Aceita uma imagem estática JPG, PNG ou WebP até 25 MiB e 16 megapíxeis. Introduza os quatro números e selecione «Adicionar retângulo». Pode adicionar até 20 zonas.
  4. Aplique a ocultação e descarregue. A ferramenta pinta as zonas de preto opaco, verifica os píxeis do resultado e só então oferece a transferência. O resultado é um PNG; os metadados do ficheiro original não são mantidos.
  5. Verifique o ficheiro que vai partilhar. Abra a cópia descarregada com 100 % de zoom e olhe para todos os cantos. O que lhe escapou continua legível. Só depois envie ou publique apenas esta cópia.

Erros que denunciam o segredo na mesma

  • Tapar um nome no texto principal mas deixá-lo no título do separador, na barra de endereço, numa notificação ou no nome do ficheiro.
  • Tapar só parte de um número. Se deixar à vista os primeiros dígitos, o resto deduz-se muitas vezes pelo contexto.
  • Usar uma caixa um pouco pequena demais. As hastes (g, j, y), os acentos e a borda do último carácter costumam sobressair.
  • Partilhar a cópia ocultada juntamente com o original, por exemplo no mesmo e-mail ou na mesma pasta na nuvem.
  • Fazer nova captura de um leitor de PDF com zonas tapadas e achar que a camada de texto desapareceu. Só contam os píxeis que partilha.

PDF e texto que se pode copiar

Um retângulo preto desenhado numa página de PDF não apaga o texto que está por baixo: qualquer pessoa o pode selecionar e copiar. A ferramenta desta página só trabalha com imagens. Para um documento, use um editor de PDF com uma função de ocultação a sério, que remova o conteúdo, ou exporte a página como imagem, tape-a aqui e volte a criar o PDF com imagens para PDF. O resultado fica só com píxeis.

O que a ferramenta não faz

  • Não encontra rostos, texto ou números por si. Tapa exatamente os retângulos que introduzir.
  • Guarda em PNG, pelo que uma fotografia muito grande pode ficar mais pesada do que o JPG de origem.
  • Não mexe no original nem noutras cópias, miniaturas ou versões na nuvem que já existam.
  • Se só quer retirar a localização e os dados da câmara de uma fotografia, consulte antes o guia de metadados.

Fontes e método

Os dados de contexto vêm das páginas ligadas, consultadas a 5 de outubro de 2026. Os passos e os limites foram verificados na ferramenta de ocultação atual da Refentra. A Refentra não vê o seu ficheiro: é processado no navegador. Este guia foi redigido e revisto com apoio de IA.

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